Se eu fosse famosa a ultima fruta que imortalizaria seria a banana ou o abacaxi. O que deu nessa gente pra colocar bananas na cabeça e sair cantando uma ode a ela? Ou sair oferecendo abacaxi aos convidados? Eu tornaria famoso o alimento de Zeus, o diaspiro ou o vulgarmente conhecido caqui. Apesar dele ser um produto originalmente asiático, ele é maravilhoso, simplesmente MA-RA-VI-LHO-SO! E além de tudo isso é um fruto de boa índole, um fruto de família. É o único que tem filhotes. Tem coisinhas mais firmes que o caqui dentro dele. É uma coisinha que parece uma borrachinha, é gostoso de morder! Como caqui em boa parte por causa dos filhotes. Sem falar nas vitaminas A, B1, B2 e E, além de cálcio, ferro e proteínas. Tudo isso em 80 calorias. Tem uma cor legal entre laranja e vermelho, meio esquisita, mas legal. Na verdade a fruta toda é esquisita, parece um tomate descolorado, tem uma textura esquisita e tem filhotes muito estranhos, sem falar na casca cheia de cica. Mas eu não consigo passar por um caqui e não comer!
Falaram-me que a dor é inevitável, o sofrimento, opcional. Então porque estou tão triste? Eu não optei por isso.
Queria poder ignorar, ou hibernar até que tudo pareça um pesadelo, mas não é possível. Algo foi quebrado e nunca será restaurado. Posso fingir pra todos que já passou, que não significou nada de mais. Mas não pra mim, sofro e não escolhi por isso. Quero dormir e não sonhar. Queria que xingar, chutar e gritar resolvessem. Mas não resolvem. Quando não tem um fim, não acaba. Fica pulsando no fundo, por baixo de tudo. O fim em si não é o problema. Não ter um fim é um problema. É como ficar presa num limbo. E não posso me libertar, não das lembranças, da frustração e nem das perguntas. Não do cheiro.
Hoje guardo os poemas que te fiz Recolho as rimas, as palavras loucas Os versos amarrotados, amontôo
Hoje desejo o inexprimível Acariciar o nada, sentir o vazio Alhear-me de qualquer lamento
Hoje prefiro a imprecisão, o disfarce Asfixiem os tolos suspiros e murmúrios Ou qualquer voz que fale de saudade
Hoje embrulho a ilusão, a espera Engaveto os delírios e quimeras Lavo-me dos cheiros das promessas
Hoje não me falem de poesia Emudeçam o sol, vigiem a lua Silêncio! Minha dor quer apenas dormir...
Tanto meu fotolog quanto meu blog, infelizmente, possuem dois tipos apenas de textos com quais eu os preencho: Textos de nenhuma relevância, abordados de forma palhaça e poética; ou cedo à minha personalidade bipolar e uso meu latifúndio virtual como desabafo de extrema felicidade ou tristeza. No momento falta-me criatividade pra coisas divertidas do nipe dos meus textos de babaca-jornalismo, então apelo pro ‘querido diário’. E como minha criatividade não esta chegando nem em níveis mínimos não é possível sequer produzir um texto completo. Mas o poust será salvo pela presença simples e mágica de palavras que eu adoro! Por exemplo: “cretino”, se falado no tom certo, é um xingamento que se hiperboliza sozinho! Um cretino bem pronunciado vale mais que 10 idiotas. Outra muito boa é “fornida”. É uma versão melhorada de gostosa, gostosa é vulgar e ao meu ver incoerente, o fulano que chama uma estranha de gostosa ainda não provou a dita cuja pra afirmar se é ou não! Já fornida... É aquela sujeita cheia, não gorda, toda bem feita e quente, tipo forno mesmo. A palavra sozinha molha a ponta do dedo, encosta nela mesma, sai fumaça e faz tssssss. Jagunço é outra que se auto-define. Escuto jagunço e dá medo, vejo um cara atarracado, com cara de quem chupou limão e uma peixeira na mão. Agora também existem aquelas que são legais, mas não se parecem com seu significado, acho que elas são mais tristes, eu queria parecer com o que sou! Por exemplo: “macambira” parece nome próprio, ela seria a irmã de Macabéia e de Macambúzio. Mas Macambira é uma planta, Macabéia é uma personagem de livro e macambúzio é aquele sujeito acabrunhado. Mas você tem que concordar comigo de que eles seriam uma família deveras feliz! “Lipídio” também parece nome próprio, e nome de realeza, e não uma gordura xexelenta. Também tem o “Kaô”, me lembra um pássaro. Se eu fechar os olhos vejo claramente um pássaro de grande envergadura planando longe no céu. ‘Vejam, é um magnífico kaô! – Eu diria. Oh! Mas eu achava que eles estavam extintos...- Responderiam’ E mais! Os professores tentaram nos ensinar que existe classe de palavra, mas na verdade existe mesmo é palavra de classe. “Lânguida” e “Sílfide” tem classe, são posudas e empertigadas. Agora e “tilanga” e “silfo”? Tilanga é um peixe pequeno e gordo, mas parece um xingamento. E silfo e o masculino de sílfide e enquanto sílfide voa e dança feito uma bailarina silfo parece um peido. “Mamãe, o Toninho bem soltou um silfo – diz Marianinha se rindo com a mão na boca”.
1- Qual a minha cor favorita? a) Rosa; b) Laranja; c) Preto; d) Vermelho escuro.
2- Qual meu vício mais forte atualmente? a) DVD’s; b) Livros “banca de jornal”; c) Biscoito de nata com chocolate; d) Sexo, drogas & rock.
3- Qual o ultimo presente phoooda que ganhei e que ainda estou babando? a) Kimono vermelho; b) Brandy; c) Espartilho; d) Chocolates kopenhagem.
4- A quantas operações já fui submetida? a) 3 b) 2 c) 5 d) 1
5- Do que mais reclamo no meu corpitho bacana? a)Celulites; b)Meu cabelo de Circe; c)Manchas de alergia na pele; d)Meu delicado nariz.
6- Quantos piercins tenho? a)0 b)1 c)2 d)3
7- Qual meu sonho de consumo? a)DVD portátil; b)Hilux 4x4; c)Espartilho; d)Richard Guere.
8- Qual catástrofe apocalíptica acontece no meu corpitho com mais freqüência? a)Unhas que se lascam por nada; b)Espinhas que brotam feito chuchu na serra no meio de minha linda face; c)Arranhões, cortes e ralados que zombam do meu equilíbrio; d)Hematomas que vem do além.
9- Minha matéria mais odiável é? a)Fisiologia; b)Bioquímica; c)Histologia; d)Anatomia.
11- Qual minha flor favorita? a)Rosas; b)Flores roxas de helicóptero; c)Sakuras; d)Azaléias.
12- Quantos namoros oficiais já tive? a)1 b)2 c)3 d) Sou uma morsa encalhada que nunca namorou com ninguém.
13- Quais DVD’s mais gostei dos últimos que comprei? a)Perfume de Mulher. Dança comigo. Path Adams, o amor é contagioso. b)V de Vingança. A noviça rebelde. O mágico de Oz. c)Anjos da noite, A Evolução. Tristão & Isolda. Kate & Leopold. d)O Fabuloso destino de Amelie Poulin. A casa do lago. A lista de Shindler.
14- Como você acha que eu to me sentindo no momento? a) Animada, afinal o ultimo poust do ano não vai ser o emo das asinhas; b) Retardada feito a redatora da Capricho; c) Curiosa pra ver quem vai acertar alguma das perguntas; d) Preocupada com o tempo que ta acabando preu fazer todo o suborno da mamãe pra podei ir no Bloco das Piranhas.
Às vezes queria poder criar asas e sair de mim. Dar uma volta, olhar outras pessoas, com outros hábitos, ouvir outras vozes, ver outras almas. Queria conhece novas paisagens. Voar, voar e voar. Ser leve, lânguida e singela. Eu seria somente eu, e isso bastaria. Seria intangível, intocável pelos infernos humanos. Seria boa e bela. Com minhas asas as maldades não me alcançariam. Se tivesse asas talvez as pessoas se deixassem amar, sem duvidar ou magoar. Talvez as pessoas abrissem seus corações à beleza de minhas asas. As pessoas olhariam pra mim e me enxergariam, quem sabe? Gostaria de ter asas, mas também um lugar seguro para pousar. Hoje eu queria ter asas e voar. Voar pra longe, bem longe.
Sinto a música pulsando, primeiro no estomago e depois se espalhando. Começo a me mexer tão timidamente quanto meu desejo me permite, esboço um sorriso e olho em volta a procura do meu par.
E então vou dançar. E quando danço tudo se dissolve, tudo se apaga, o espaço e tempo se dilatam. Tudo se resume a mim, meu par e a música. Sinto cada parte, cada músculo, sinto as articulações amolecendo e se soltando; Sinto a música pulsando, primeiro no estomago e depois se espalhando; sinto o meu par.
Um arrepio perpassa meu corpo, a cabeça se esvazia de preocupações, o corpo se relaxa, o sorriso toma conta de minha face e quando noto estou sendo conduzida pelo salão com olhos semi-serrados de prazer. Sinto-me flutuando.
Não sou mais uma estudante, filha ou amiga, sou uma dama sendo conduzida. Apenas atendo aos pedidos do meu cavalheiro. Não sei o que vai acontecer no segundo seguinte até acontecer. Sou um corpo inerte esperando a condução, e quando essa vem me movo na direção indicada, é uma coisa instintiva, faço coisas que nunca aprendi, que nem mesmo sei que sou capas de fazer, só faço.
O contato? Ah, o contato pode falar tanto... Pode dizer: “eu te quero” ou só “quero me divertir”.
Se for com a pessoa certa então, melhor! A mão na mão com um leve aperto. Os olhos nos olhos. A mão dele pressionando minhas costas. O calor do peito dele junto do meu, sinto seu coração batendo descompassado. Minha mão em sua nuca, mexo em seus cabelos macios. Seu perfume inunda minhas narinas.
Então já não somos mais eu e ele, somos um bloco humano vibrando, quase instintivamente, ao som da música. Somos pele, toque, cheiro e movimento.
Ainda posso escolher que emoções sentir; Se quero sentir meu parceiro, se quero valorizar o toque, o contato vou dançar um xote, um tango ou bolero. Na a salsa, no soltinho e no samba, sou mais energia, explosão e alegria. O zouk emana sensualidade. O ballet exprime toda delicadeza e languidez possíveis a um ser. Na dança contemporânea tudo é força, virilidade, sensualidade, energia e explosão. A dança do ventre, embora aparentemente seja dançada apenas pela mulher, é na verdade dançada pelos dois, pela bailarina e pelo espectador. Cada movimento dela gera uma reação - a respiração torna-se mais profunda, o olhar mais desejoso - e isso incentiva a mulher a querer seduzir ainda mais seu voier.
Não conheço, infelizmente, todas as danças. Mas não conheci até hoje uma que não tivesse seu brilho. Partindo da premissa, é claro, de que funk não é musica funk também não é dança, no máximo uma demonstração pernóstica e vulgar. É exatamente o que existe em quase todas as outras danças, só que sem a sensualidade, sem a classe, sem sutileza, enfim, não é dança.
Enfim, não importa o que cada ritmo suscite em você, isso muda de pessoa pra pessoa, o importante é o quanto é maravilhoso dançar. Um prazer que beira o divino.
Por mais que eu continue a tentar descrever tudo o que sinto ao dançar, escreverei um livro e nunca chegarei nem perto da realidade do que é dançar. Porque dançar é simplesmente uma coisa inexplicável.
Passei minha vida inteira esperando pelo meu glorioso trote como uma espécie de brincadeira secreta que só aos pertencentes do clubinho especial é permitida.
Eis que então fui pro Fundão super animada com os boatos que havia escutado sobre um tal pré-trote já ali na inscrição. Qual o quê? Nada aconteceu - acho que o fato de o meu pai com sua habitual cara de poucos amigos estar presente deve ter influenciado de alguma forma... Contudo eu precisava dele, sou mulher, não tenho GPS de fábrica.
Mas me resignei bem, ainda havia a inscrição por matéria, a primeira semana e fora o boato que também poderia ser falso.
Logo a inscrição por matéria chegou! Legal, se eu fosse veterano hoje estaria lá plantado na porta para zoarmeus calouros. Então planejei tudo fria e calculadamente: coloquei uma roupa legal que me favorecesse, mas já ligeiramente surrada, chamei minha amiga gostosona, também da área de biomédicas, pra me acompanharBem, se tiver homens lá eles não vão nos zoar de mais (no máximo nos cantar), e caso tenha muitas mulheres, eu estou mulamba o bastante pra que elas apenas me ignorem e não tenham nenhuma predileção por mim.
Mas pro meu azar fui, entrei no prédio, passei 3x pela minha portinha até percebê-la e me sentir caloura demais, me demorei o máximo que pude, olhando disfarçadamente (o que pros meus parâmetros é algo grotescamente descarado) em volta à procura de alguma aglomeração de pessoas perdidas feito eu. Quando enfim avistei uma, fiquei contente e já planejando fingir que entrava na rodinha muito a contra gosto. Mas ao me aproximar: o desalento - era o pessoal de enfermagem. E fui embora com somente meu papelzinho me dizendo que teria apenas 3 matérias (como assim?) e qual meu horário. Não ganhei uma agenda dos trotes, como meus amiguinhos do primeiro semestre, mas já me sentia perdida o bastante pra perguntar por ela.
A gostosona tinha que ir se encontrar com o peguete, não tive outra saída a não ser vir embora, mais uma vez limpa e sem conhecer ninguém. Logicamente, por estar desacompanhada, entrei no ônibus errado e fui parar no aeroporto ao invés de vir para Niterói.
Mas só a data de uma palestra informativa com o som de trote vibrando por trás já foi o bastante para que meus ânimos reaparecessem.
No dia da tal palestra cheguei a marcar com um amiguinho. Mas oito meses acordando todo dia meio-dia podem fazer um estrago fora do comum com um ser. Levantar as 6:00 (praticamente de madrugada) se tornou uma tarefa impossível, e, obviamente, perdi a hora. Mas, tudo bem, era só uma palestra, no máximo teriam apresentações depois, sem falar que terei toda uma semana de trotes pra me refestelar depois do dia 4 - tentei mentir pra mim.
E então hoje veio a frustração mor, a supra-sumo das frustrações, a maior frustração da minha vida (nem quando eu descobri que o músculo que pode aumentar até 5x o tamanho é o do olho fiquei tão frustrada). Descobri que toda essa semana que passou foi justamente A semana do trote, meu tão sonhado trote.
Foi como se o Macaco Louco entrasse na sala dos cristais das ilusões e esperanças. Esperava pelo dia que eu comprovaria minhas teorias de que com um bom decote e uma tatoo de guache no braço eu arrancaria milhões em moedinhas de 0,10 dos homens feitos da rua. Queria voltar ao meu colégio cheia de orgulho mostrando o resultado do trabalho deles (e arrancar mais alguns milhões em moedinhas dos professores queridos).
Agora vou ter que esperar pela minha segunda faculdade, isso se eu fizer uma. Mas aí já estarei caída, e nada será como esse seria. Meus professores serão velhinhos senis, surdos e estressados por tantas crianças chatas e nem se lembrarão de mim-mais uma das crianças chatas.
Estou frustrada. E muito. Contrariada. De biquinho. Chateada. Agora só resta - me o doce consolo dos chocolates, que nunca me frustrarão, não importa o quanto eu seja distraída, tonta ou preguiçosa.
Decidi, não sei o porque, fazer uma pequena homenagem aos cem anos da imigração desses pequenos espécimes orientais.
Eles trouxeram consigo sua cultura. E os meus maiores vícios atuais são produto dessa imigração.
Mangás, doramas, nikkei, j-rock, animes, filmes de terror cômicos, fora a tecnologia e os produtos asiáticos não duráveis de R$ 1 ,99. São coisas tão legais e que me fazem tão bem.
A arquitetura é outra coisa super supimpa! Aquelas casinhas com telhados pontudos e portas corrediças de madeira e papel vegetal. Sem falar que os tampinhas são extremamente inteligentes, arranjam cada saída mais criativa que a outra pra falta de espaço.
A moda também é algo que se deva ser comentado, gotic lolita, punks, elegante lolita ou os somente estranho mesmo.
Mas apesar de todo o resto ser muito bacaninha o que realmente chama atenção é a educação deles. São tão gentis e educados, prezam pela família.
Cara, até que esses seres de olhinhos fechados são muito legais! Até o Lula reconheceu isso!
Pergunto-me quantas pessoas tem capacidade, ou vontade, não sei, de escutar uma mesma música até a exaustão. Quando estou com uma música na mente e acho a bendita, escuto repetidamente por horas.
A música da vez é: “mulher sem razão”. Acho que já estou há uma meia hora escutando.
Geralmente isso é variável, depende do quanto eu estou irritada e de quanto a música tem a ver com isso. No caso tem bastante a ver.
Se bem que hoje não estou irritada. Estou triste. Quero me trancar num quarto, sozinha com meu livro, um edredom e covardemente ignorar minhas aflições; mas ao invés disso estou aqui, mais uma vez usando isso daqui como muro das lamentações. Geralmente evito fazer isso, mas hoje nada sairia além de lamentações.
Afinal, acho que eu poderia simplesmente fazer republicações ao invés de escrever palavras diferentes pras mesmas coisas. Pensando bem, eu nunca havia escrito nada quando triste. É raro eu estar triste, irritada, com raiva, chateada, contrariada, freqüentemente, mas muito raramente triste.
Isso tudo porque pessoas que amo resolveram expressas as aflições próprias quanto aos meus erros antigos e expectativa de que eles se repitam. Sei que eles nunca vão sumir, mas eu não mereço ser lembrada da existência deles com tanta freqüência. Geralmente eu não me importaria, se fossem outros a me lembrar dos erros, mas são os que amo que vem me falar.
A música é melancólica, estou chorando, meu peito ta apertado e eu to triste.
É o que eu digo, sempre espere alguma coisa de um sábado à noite.
Papai chegou de viajem esses dias e trouxe mil presentes.
Eu estava apaixonada por um chapeuzinho de lhama que papai trouxe da Bolíva pra mim, ele estava no topo dos presentes. O mais legal, mais legal do que relógios ou óculos foi o chapeuzinho, já estava me apaixonando por ele. Isso até minha mãe fazer bother no papai pra que ele me desse meu presente de aniversário, aí sim o chapeuzinho de lhama ficou anos-luz pra traz. (É incrível como paixões são coisas passageiras!)
Cara, ganhei um ipod nano da apple Pink!!!! O bixinho é pink!
E rapidamente ele ganhou o único nome cabível: My precious!Ele é lindo, acho que isso não é paixão é amor.