domingo, 24 de maio de 2009

Fisiologia Sensorial.


Em fisiologia as modalidades do sistema de percepção são seis: visão, audição, paladar, olfato, somestesia (dor, tato, temperatura e propriocepção -reconhecimento espacial do corpo) e equilíbrio.

Os estímulos externos são percebidos por receptores distintos e poucas são as coisas que conseguem ativar todos ao mesmo tempo. Uma comida, por exemplo, se for gostosa, cheirosa, quentinha e bonita ativa quase todos os sentidos, mas não todos.

A única coisa que consegue mexer com toda minha fisiologia sensorial é uma paixão. Sempre amo com todos os sentidos, amo por todos os poros, pelos olhos, boca, nariz e orelhas, meu cérebro pira, tudo funciona e me sinto viva.

Tem quem lembre do outro com uma música, ou um cheiro, ou uma frase. Eu sinto o outro pelo toque, pelo cheiro, aparência, voz, gosto, tudo, tudo me remete ao objeto de desejo.

Cada uma e todas as coisas falam. Um cheiro no cangote; o perfume que inebria; o beijo que tira o fôlego; o abraço que acelera o coração; o cheiro do outro me remete a lembranças; se fecho os olhos é a imagem dele que vejo; quando me distraio é nele que penso; não imagino mais a Raíssa, quando me vejo o meu corpo sempre é continuado pelo dele; quando me toca, meu corpo estremece e perco o foco; a imagem dele me leva longe.

Fatalmente meus sentidos tornam-se mais acurados quando estou apaixonada. Parece que existo melhor quando estou amando. Funciono em melhor rotação.

Quando amo meu corpo inteiro se torna um único órgão receptor e tudo o que vem do outro representa o estímulo necessário pra ser repassado ao encéfalo e interpretado como simples e incondicional amor e desejo.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

HIPERDIA


Querido diário;

Passei o dia ranzinza, irritada, com raiva, remoendo coisas ruins, sendo pequena.
Isso não é comum pra mim. Gosto de ser otimista, animada e ter sempre boa vontade com tudo e todos, mas às vezes me permito ser intragável. Como hoje, por exemplo. Estava com vontade de socar ou quebrar algo com toda minha força ou outro treco, o que viesse primeiro.
Mas até nesses dias atípicos em que fico assim conscientemente acho saídas pra ele, mesmo sem querer.
Usar o blog de diário é uma dessas saídas, principalmente se eu estiver escutando musica de fossa enquanto escrevo. Alias, essa classe é uma das minhas preferidas. Tânia Alves, Maysa, Eliana Printes, Marisa Monte, Mariana Baltar, e uma longa lista.
A outra incrível atenuante de mau-humor é a academia. Essa sim é absurdamente eficaz.

Se pensarmos friamente é algo que na teoria deveria ser ruim:

• Eu pago uma mensalidade que aleija meu parco orçamento: Conta extra a pagar.
• Transpiro como em 485 no verão: Sudorese grupal.
• Sinto dor a cada movimento com aquelas caneleiras infernais e alteres e anilhas e todos os muitos aparelhos de tortura já inventados e alegremente incorporados pelas academias: Micro-lesões em minhas fibras musculares.
• Várias pessoas ficam analisando seu traseiro dentro daquelas calças hiper justas, e digo pessoas, não só homens porque quem mais olha são as mulheres: Ambiente hostil.
• A dita cuja fica a nada mais nada menos que 13 quarteirões da minha casa e o caminho é uma longa rua mal iluminada: Andar 15 minutos.
• Chego da faculdade depois de lidar com um transito dos demônios em pé no ônibus lotado e tenho que sair correndo pra chegar a tempo da aula: Presa e correria.

Mas apesar de todos esses pontos negativos eu simplesmente amo a tal da academia. Posso estar no meu pior dia, como hoje, não importa, levantar peso, fazer jump, ioga, sppining ou qualquer outra das muitas atividades dolorosas de lá no fim do dia me dá uma sensação muito gostosa.

Analisado emocionalmente é algo muito bom:

• Saímos com a sensação de leveza no corpo: Alonga, cansa, relaxa.
• Focamos tanto em corrigir os movimentos e fazer o melhor possível que esquecemos os problemas que fizeram do dia um dia ruim: Ajuda a espairecer, e muito!
• Dá uma sensação de que estamos fazendo algo ativamente, não só reclamar das gordurinhas e suas amigas: Me sinto mais magra a cada dia.(50% ilusão)
• Lá por algum aborto da natureza as pessoas são simpáticas e sociáveis. Conversas desinteressadas e amenas brotam: Faz bem exercitar também minha capacidade de socialização!
• Depois que já me auto-impingi uma canseira durmo bem como uma jaca esparramada: Anti-insônia.
• E em longo prazo todos essas sensações viram efeito: Realmente fico mais rija e magra.
• Libera raiva contida, mesmo que inconscientemente: O que me lembra que eu quero voltar a fazer boxe!

Agora, 02:10 continuo ranzinza, mas num grau mais tênue e posso finalmente fazer (tentar ao menos) meu trabalho de cinesiologia. E tudo graças ao combo academia + música de fossa + ignorar qualquer criatividade e temática interessante e descrever simplesmente meu dia. Que foi realmente um Hiperdia, que não significa sistema de prevenção de diabetes (como eu deveria ter colocado na prova de hoje) e sim um dia daqueles (que foi o que eu coloquei na prova de hoje)!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Traça Feliz.


Como eu li nalgum lugar: um livro fechado é como um amigo ao qual não damos ouvidos.
Adoro ler. Tenho minhas épocas. Algumas vezes leio como uma maníaca compulsiva, às vezes leio devagar, mas sempre to lendo alguma coisa. Principalmente depois que saí da escola; agora que não tenho mais aulas de literatura, não tenho mais história nem nada nem minimamente humano tenho lido com ainda maior freqüência.
As pessoas falam que brasileiro não lê nada, nunca, e falam isso com um tom pejorativo, como se fosse por preguiça ou algo que o valha. Mas pelo amor de Deus! Um bom livro custa 40 pratas! E toda vez que um acaba vem a vontade de ler outro e de onde vai sair mais 40 pratas pro próximo livro? Demora em média uma semana pra acabar um livro, não posso dispor de 160 pilas por mês só pra livros. Mesmo em sebos, livros bons são uns 20 paus. Ainda não posso fazer isso, minha mesada não cobriria os gastos...Infelizmente.
Tenho muita sorte de sempre ter o que ler. E acho que faz muita diferença na minha vida.
Comecei a emprestar alguns livros pra algumas amigas na faculdade e quando uma delas falou que eu quem a fez começar a gostar de ler fiquei realmente feliz e achei injusto com o resto do mundo que não lê porque não pode ou porque ainda não achou o tipo de livro adequado!
Então é com muito orgulho que apresento a biblioteca: “Traça Feliz!” Já que é pra alguém devorarem meus livros, que ao menos sejam pessoas.
Juntei alguns livros que estavam juntando poeira no escoteiro com os meus, com algumas doações de amiguinhas e eis que brota uma biblioteca. Uma parca biblioteca, admito, mas ela há de crescer! Mais amiguinhas podem querer contribuir, a gente sempre se surpreende com a gentileza alheia.
Dei a luz à Traça feliz lá na sede do grupo escoteiro, em Pendotiba onde muitas criancinhas, pré-aborrecentes e adultos vão poder usufruir dos livros ao invés das traças do meu armário.
Não sei se os jovens vão querer pegar livros pra ler, mas ao menos eles estarão lá à disposição.
(Algum dia monto também uma pinacoteca, mas esse projeto ainda vai demorar um bom bocado.)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

segunda-feira, 30 de março de 2009

Ode à frutinha esquisita!



Se eu fosse famosa a ultima fruta que imortalizaria seria a banana ou o abacaxi. O que deu nessa gente pra colocar bananas na cabeça e sair cantando uma ode a ela? Ou sair oferecendo abacaxi aos convidados?
Eu tornaria famoso o alimento de Zeus, o diaspiro ou o vulgarmente conhecido caqui.
Apesar dele ser um produto originalmente asiático, ele é maravilhoso, simplesmente MA-RA-VI-LHO-SO!
E além de tudo isso é um fruto de boa índole, um fruto de família. É o único que tem filhotes. Tem coisinhas mais firmes que o caqui dentro dele. É uma coisinha que parece uma borrachinha, é gostoso de morder! Como caqui em boa parte por causa dos filhotes.
Sem falar nas vitaminas A, B1, B2 e E, além de cálcio, ferro e proteínas. Tudo isso em 80 calorias.
Tem uma cor legal entre laranja e vermelho, meio esquisita, mas legal. Na verdade a fruta toda é esquisita, parece um tomate descolorado, tem uma textura esquisita e tem filhotes muito estranhos, sem falar na casca cheia de cica. Mas eu não consigo passar por um caqui e não comer!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Acalanto para a dor.




Falaram-me que a dor é inevitável, o sofrimento, opcional.
Então porque estou tão triste? Eu não optei por isso.







Queria poder ignorar, ou hibernar até que tudo pareça um pesadelo, mas não é possível. Algo foi quebrado e nunca será restaurado.
Posso fingir pra todos que já passou, que não significou nada de mais. Mas não pra mim, sofro e não escolhi por isso.
Quero dormir e não sonhar.
Queria que xingar, chutar e gritar resolvessem. Mas não resolvem.
Quando não tem um fim, não acaba. Fica pulsando no fundo, por baixo de tudo.
O fim em si não é o problema. Não ter um fim é um problema.
É como ficar presa num limbo. E não posso me libertar, não das lembranças, da frustração e nem das perguntas. Não do cheiro.







Hoje guardo os poemas que te fiz
Recolho as rimas, as palavras loucas
Os versos amarrotados, amontôo

Hoje desejo o inexprimível
Acariciar o nada, sentir o vazio
Alhear-me de qualquer lamento

Hoje prefiro a imprecisão, o disfarce
Asfixiem os tolos suspiros e murmúrios
Ou qualquer voz que fale de saudade

Hoje embrulho a ilusão, a espera
Engaveto os delírios e quimeras
Lavo-me dos cheiros das promessas

Hoje não me falem de poesia
Emudeçam o sol, vigiem a lua
Silêncio! Minha dor quer apenas dormir...

sábado, 24 de janeiro de 2009

Exdrúxulo.


Tanto meu fotolog quanto meu blog, infelizmente, possuem dois tipos apenas de textos com quais eu os preencho: Textos de nenhuma relevância, abordados de forma palhaça e poética; ou cedo à minha personalidade bipolar e uso meu latifúndio virtual como desabafo de extrema felicidade ou tristeza.
No momento falta-me criatividade pra coisas divertidas do nipe dos meus textos de babaca-jornalismo, então apelo pro ‘querido diário’.
E como minha criatividade não esta chegando nem em níveis mínimos não é possível sequer produzir um texto completo.
Mas o poust será salvo pela presença simples e mágica de palavras que eu adoro!
Por exemplo: “cretino”, se falado no tom certo, é um xingamento que se hiperboliza sozinho! Um cretino bem pronunciado vale mais que 10 idiotas.
Outra muito boa é “fornida”. É uma versão melhorada de gostosa, gostosa é vulgar e ao meu ver incoerente, o fulano que chama uma estranha de gostosa ainda não provou a dita cuja pra afirmar se é ou não! Já fornida... É aquela sujeita cheia, não gorda, toda bem feita e quente, tipo forno mesmo. A palavra sozinha molha a ponta do dedo, encosta nela mesma, sai fumaça e faz tssssss.
Jagunço é outra que se auto-define. Escuto jagunço e dá medo, vejo um cara atarracado, com cara de quem chupou limão e uma peixeira na mão.
Agora também existem aquelas que são legais, mas não se parecem com seu significado, acho que elas são mais tristes, eu queria parecer com o que sou!
Por exemplo: “macambira” parece nome próprio, ela seria a irmã de Macabéia e de Macambúzio. Mas Macambira é uma planta, Macabéia é uma personagem de livro e macambúzio é aquele sujeito acabrunhado. Mas você tem que concordar comigo de que eles seriam uma família deveras feliz!
“Lipídio” também parece nome próprio, e nome de realeza, e não uma gordura xexelenta.
Também tem o “Kaô”, me lembra um pássaro. Se eu fechar os olhos vejo claramente um pássaro de grande envergadura planando longe no céu.
‘Vejam, é um magnífico kaô! – Eu diria.
Oh! Mas eu achava que eles estavam extintos...- Responderiam’
E mais! Os professores tentaram nos ensinar que existe classe de palavra, mas na verdade existe mesmo é palavra de classe. “Lânguida” e “Sílfide” tem classe, são posudas e empertigadas. Agora e “tilanga” e “silfo”? Tilanga é um peixe pequeno e gordo, mas parece um xingamento. E silfo e o masculino de sílfide e enquanto sílfide voa e dança feito uma bailarina silfo parece um peido. “Mamãe, o Toninho bem soltou um silfo – diz Marianinha se rindo com a mão na boca”.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Questões de grande relevância!

Você conhece a dona desse blog?





1- Qual a minha cor favorita?
a) Rosa;
b) Laranja;
c) Preto;
d) Vermelho escuro.

2- Qual meu vício mais forte atualmente?
a) DVD’s;
b) Livros “banca de jornal”;
c) Biscoito de nata com chocolate;
d) Sexo, drogas & rock.

3- Qual o ultimo presente phoooda que ganhei e que ainda estou babando?
a) Kimono vermelho;
b) Brandy;
c) Espartilho;
d) Chocolates kopenhagem.

4- A quantas operações já fui submetida?
a) 3
b) 2
c) 5
d) 1

5- Do que mais reclamo no meu corpitho bacana?
a)Celulites;
b)Meu cabelo de Circe;
c)Manchas de alergia na pele;
d)Meu delicado nariz.

6- Quantos piercins tenho?
a)0
b)1
c)2
d)3

7- Qual meu sonho de consumo?
a)DVD portátil;
b)Hilux 4x4;
c)Espartilho;
d)Richard Guere.

8- Qual catástrofe apocalíptica acontece no meu corpitho com mais freqüência?
a)Unhas que se lascam por nada;
b)Espinhas que brotam feito chuchu na serra no meio de minha linda face;
c)Arranhões, cortes e ralados que zombam do meu equilíbrio;
d)Hematomas que vem do além.

9- Minha matéria mais odiável é?
a)Fisiologia;
b)Bioquímica;
c)Histologia;
d)Anatomia.

10- Qual minha comida preferida?
a)Chocolate;
b)Brigadeiro;
c)Pizza;
d)Uma suculenta picanha.

11- Qual minha flor favorita?
a)Rosas;
b)Flores roxas de helicóptero;
c)Sakuras;
d)Azaléias.

12- Quantos namoros oficiais já tive?
a)1
b)2
c)3
d) Sou uma morsa encalhada que nunca namorou com ninguém.

13- Quais DVD’s mais gostei dos últimos que comprei?
a)Perfume de Mulher.
Dança comigo.
Path Adams, o amor é contagioso.
b)V de Vingança.
A noviça rebelde.
O mágico de Oz.
c)Anjos da noite, A Evolução.
Tristão & Isolda.
Kate & Leopold.
d)O Fabuloso destino de Amelie Poulin.
A casa do lago.
A lista de Shindler.

14- Como você acha que eu to me sentindo no momento?
a) Animada, afinal o ultimo poust do ano não vai ser o emo das asinhas;
b) Retardada feito a redatora da Capricho;
c) Curiosa pra ver quem vai acertar alguma das perguntas;
d) Preocupada com o tempo que ta acabando preu fazer todo o suborno da mamãe pra podei ir no Bloco das Piranhas.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Gostaria de ter asas.


Às vezes queria poder criar asas e sair de mim.
Dar uma volta, olhar outras pessoas, com outros hábitos, ouvir outras vozes, ver outras almas.
Queria conhece novas paisagens.
Voar, voar e voar.
Ser leve, lânguida e singela.
Eu seria somente eu, e isso bastaria.
Seria intangível, intocável pelos infernos humanos.
Seria boa e bela.
Com minhas asas as maldades não me alcançariam.
Se tivesse asas talvez as pessoas se deixassem amar, sem duvidar ou magoar.
Talvez as pessoas abrissem seus corações à beleza de minhas asas.
As pessoas olhariam pra mim e me enxergariam, quem sabe?
Gostaria de ter asas, mas também um lugar seguro para pousar.
Hoje eu queria ter asas e voar.
Voar pra longe, bem longe.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ela é bailarina.

Sinto a música pulsando, primeiro no estomago e depois se espalhando. Começo a me mexer tão timidamente quanto meu desejo me permite, esboço um sorriso e olho em volta a procura do meu par.

E então vou dançar. E quando danço tudo se dissolve, tudo se apaga, o espaço e tempo se dilatam. Tudo se resume a mim, meu par e a música. Sinto cada parte, cada músculo, sinto as articulações amolecendo e se soltando; Sinto a música pulsando, primeiro no estomago e depois se espalhando; sinto o meu par.

Um arrepio perpassa meu corpo, a cabeça se esvazia de preocupações, o corpo se relaxa, o sorriso toma conta de minha face e quando noto estou sendo conduzida pelo salão com olhos semi-serrados de prazer. Sinto-me flutuando.

Não sou mais uma estudante, filha ou amiga, sou uma dama sendo conduzida. Apenas atendo aos pedidos do meu cavalheiro. Não sei o que vai acontecer no segundo seguinte até acontecer. Sou um corpo inerte esperando a condução, e quando essa vem me movo na direção indicada, é uma coisa instintiva, faço coisas que nunca aprendi, que nem mesmo sei que sou capas de fazer, só faço.

O contato? Ah, o contato pode falar tanto... Pode dizer: “eu te quero” ou só “quero me divertir”.

Se for com a pessoa certa então, melhor! A mão na mão com um leve aperto. Os olhos nos olhos. A mão dele pressionando minhas costas. O calor do peito dele junto do meu, sinto seu coração batendo descompassado. Minha mão em sua nuca, mexo em seus cabelos macios. Seu perfume inunda minhas narinas.

Então já não somos mais eu e ele, somos um bloco humano vibrando, quase instintivamente, ao som da música. Somos pele, toque, cheiro e movimento.

Ainda posso escolher que emoções sentir; Se quero sentir meu parceiro, se quero valorizar o toque, o contato vou dançar um xote, um tango ou bolero. Na a salsa, no soltinho e no samba, sou mais energia, explosão e alegria. O zouk emana sensualidade. O ballet exprime toda delicadeza e languidez possíveis a um ser. Na dança contemporânea tudo é força, virilidade, sensualidade, energia e explosão. A dança do ventre, embora aparentemente seja dançada apenas pela mulher, é na verdade dançada pelos dois, pela bailarina e pelo espectador. Cada movimento dela gera uma reação - a respiração torna-se mais profunda, o olhar mais desejoso - e isso incentiva a mulher a querer seduzir ainda mais seu voier.

Não conheço, infelizmente, todas as danças. Mas não conheci até hoje uma que não tivesse seu brilho. Partindo da premissa, é claro, de que funk não é musica funk também não é dança, no máximo uma demonstração pernóstica e vulgar. É exatamente o que existe em quase todas as outras danças, só que sem a sensualidade, sem a classe, sem sutileza, enfim, não é dança.

Enfim, não importa o que cada ritmo suscite em você, isso muda de pessoa pra pessoa, o importante é o quanto é maravilhoso dançar. Um prazer que beira o divino.

Por mais que eu continue a tentar descrever tudo o que sinto ao dançar, escreverei um livro e nunca chegarei nem perto da realidade do que é dançar. Porque dançar é simplesmente uma coisa inexplicável.

Dançar é minha mais doce paixão.