quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Boletim informativo. 4

É de conhecimento geral que fui e ainda sou escoteira. Sempre pude ter na minha vida pessoas dispostas a passarem para mim os benefícios deste movimento. Agora tenho a minha chance de, de alguma maneira, fazer a minha parte. Estou como assistente de chefia na alcatéia, sou a Lobo Gris. Ou seja: ajudo (às vezes acho que atrapalho) os verdadeiros chefes a cuidar de gnominhos fofos e bagunceiros de 6 a 11 anos.
Crianças são mais um dos motivos que tornam mais feliz a minha vida.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Boletim informativo. 3

Voltei às graças com minhas amigas com quem não falava há algum tempo, isso me fez muito bem. Descobri que ainda sou importante. Fiquei feliz pelo sucesso de algumas delas, pude ajudar outra.

Estou tentando ser mais sociável (influencias de um namorado político em potencial), por hora tem funcionado. Até que não é tão difícil quanto eu pensava...
Tenho obtido bons resultados. E isso é muito gratificante.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Boletim informativo. 2

Na faculdade as matérias estão começando a ficar muito boas! Até psicologia eu tenho! É bizarro, depois que se estuda um pouco a mais sobre algum assunto já acha que sabe tudo e fica avaliando mentalmente as pessoas usando o que aprendeu, to super metida! Ainda bem que é em voz baixa.

Consegui um estágio na faculdade. Estou num projeto sobre Parkinson; Claro que não faço nada sozinha, mas ainda assim, é muito, muito interessante. Passei a ter uma noção maior do quanto posso ser útil. E no final do projeto vou publicar um artigo sobre, isso também é do balaco baco!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Boletim informativo. 1

Falei que mandaria notícias a uma amiga, mas não estou com tempo para escrever algo bononito, então serei forçada a ser entediantemente direta!

Bem, eu estava numa fase chata que até mesmo eu estava de saco cheio comigo. Várias coisas ruins me cercaram, mas passou.

Estou agora numa enorme maré de bons fluidos.



To namorando. Ele não é um Deus grego, não é rico, não é perfeito. Mas me ama, e eu o amo, e é só o que importa. E o mais incrível é que eu o amei desde o momento que parei pra conversar com ele. (((tem uma boca linda que me tira o fôlego e com um fugaz olhar dele me derreto por inteiro)))

(Continua...)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Não sei.


Nascemos com certas certezas que não são muitas e nem claras.
Não tenho certeza do casamento, mas sei quais serão as madrinhas.
Não sei qual o rosto do meu filho, mas sei como vou segurá-lo.
Não sei qual será meu trabalho, mas sei que será algo que ajude as pessoas.
Não tenho certeza de como será minha filha, mas sei o que vou cantar para que ela durma.
Não sei porquê nasci, mas sei pelo que morreria.
Não sei como, mas sei o que vim fazer aqui nessa vida.
Não sei o que signifiquei para os outros, mas sei quais nunca vão sair da memória.
Não sei sempre o porquê, mas sei o que é certo.
Não sei como se desenharão minhas certezas, mas posso senti-las.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

E porque não...

Sorrir?





Mesmo correndo o risco de ser brega,
assumo que estou loucamente feliz.


Sendo assumidamente piegas,
a gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano.


E para terminar de forma bem clichê,
eu estou rindo à toa, afinal um dia sem rir é um dia desperdiçado.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Palavras.



Futuro amado,
quero me apaixonar por você.
Hoje meus gestos sussurram, meus olhos gritam e você não escuta.
Quando falo o sentido queima nas entrelinhas não no literal, mas você não percebe.
Meu corpo esbraveja emoções quando danço, mas não é você o meu par.
A cor do esmalte, a roupa, o perfume, a música, cada um escolhido meticulosamente baseado em vontades que vem do nada, mas que refletem diretamente meu humor que você não sabe associar.
Espero o dia em que me traduza através desses sinais.
Você saberá qual roupa pede qual atitude, qual olhar significa encrenca ou qual significa desejo.
Espero o dia em que eu me apaixone e seja correspondida.
Nesse dia palavras não serão necessárias.
Quero descobrir o que significa seu silêncio.
Porque daquele perfume.
Se naquele olhar havia tudo o que eu vi.
Quero me apaixonar.
Quero amar com todos os sentidos.
Te olhar, te provar, te tocar, te sentir, te escutar.
Quero ser lida, interpretada e entendida.
Quero ler, interpretar e entender.
E nesse dia não desperdiçaremos palavras.
Mas por enquanto falo.
E falo com toda calma e paciência até o dia em que for mais preciso.

domingo, 24 de maio de 2009

Fisiologia Sensorial.


Em fisiologia as modalidades do sistema de percepção são seis: visão, audição, paladar, olfato, somestesia (dor, tato, temperatura e propriocepção -reconhecimento espacial do corpo) e equilíbrio.

Os estímulos externos são percebidos por receptores distintos e poucas são as coisas que conseguem ativar todos ao mesmo tempo. Uma comida, por exemplo, se for gostosa, cheirosa, quentinha e bonita ativa quase todos os sentidos, mas não todos.

A única coisa que consegue mexer com toda minha fisiologia sensorial é uma paixão. Sempre amo com todos os sentidos, amo por todos os poros, pelos olhos, boca, nariz e orelhas, meu cérebro pira, tudo funciona e me sinto viva.

Tem quem lembre do outro com uma música, ou um cheiro, ou uma frase. Eu sinto o outro pelo toque, pelo cheiro, aparência, voz, gosto, tudo, tudo me remete ao objeto de desejo.

Cada uma e todas as coisas falam. Um cheiro no cangote; o perfume que inebria; o beijo que tira o fôlego; o abraço que acelera o coração; o cheiro do outro me remete a lembranças; se fecho os olhos é a imagem dele que vejo; quando me distraio é nele que penso; não imagino mais a Raíssa, quando me vejo o meu corpo sempre é continuado pelo dele; quando me toca, meu corpo estremece e perco o foco; a imagem dele me leva longe.

Fatalmente meus sentidos tornam-se mais acurados quando estou apaixonada. Parece que existo melhor quando estou amando. Funciono em melhor rotação.

Quando amo meu corpo inteiro se torna um único órgão receptor e tudo o que vem do outro representa o estímulo necessário pra ser repassado ao encéfalo e interpretado como simples e incondicional amor e desejo.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

HIPERDIA


Querido diário;

Passei o dia ranzinza, irritada, com raiva, remoendo coisas ruins, sendo pequena.
Isso não é comum pra mim. Gosto de ser otimista, animada e ter sempre boa vontade com tudo e todos, mas às vezes me permito ser intragável. Como hoje, por exemplo. Estava com vontade de socar ou quebrar algo com toda minha força ou outro treco, o que viesse primeiro.
Mas até nesses dias atípicos em que fico assim conscientemente acho saídas pra ele, mesmo sem querer.
Usar o blog de diário é uma dessas saídas, principalmente se eu estiver escutando musica de fossa enquanto escrevo. Alias, essa classe é uma das minhas preferidas. Tânia Alves, Maysa, Eliana Printes, Marisa Monte, Mariana Baltar, e uma longa lista.
A outra incrível atenuante de mau-humor é a academia. Essa sim é absurdamente eficaz.

Se pensarmos friamente é algo que na teoria deveria ser ruim:

• Eu pago uma mensalidade que aleija meu parco orçamento: Conta extra a pagar.
• Transpiro como em 485 no verão: Sudorese grupal.
• Sinto dor a cada movimento com aquelas caneleiras infernais e alteres e anilhas e todos os muitos aparelhos de tortura já inventados e alegremente incorporados pelas academias: Micro-lesões em minhas fibras musculares.
• Várias pessoas ficam analisando seu traseiro dentro daquelas calças hiper justas, e digo pessoas, não só homens porque quem mais olha são as mulheres: Ambiente hostil.
• A dita cuja fica a nada mais nada menos que 13 quarteirões da minha casa e o caminho é uma longa rua mal iluminada: Andar 15 minutos.
• Chego da faculdade depois de lidar com um transito dos demônios em pé no ônibus lotado e tenho que sair correndo pra chegar a tempo da aula: Presa e correria.

Mas apesar de todos esses pontos negativos eu simplesmente amo a tal da academia. Posso estar no meu pior dia, como hoje, não importa, levantar peso, fazer jump, ioga, sppining ou qualquer outra das muitas atividades dolorosas de lá no fim do dia me dá uma sensação muito gostosa.

Analisado emocionalmente é algo muito bom:

• Saímos com a sensação de leveza no corpo: Alonga, cansa, relaxa.
• Focamos tanto em corrigir os movimentos e fazer o melhor possível que esquecemos os problemas que fizeram do dia um dia ruim: Ajuda a espairecer, e muito!
• Dá uma sensação de que estamos fazendo algo ativamente, não só reclamar das gordurinhas e suas amigas: Me sinto mais magra a cada dia.(50% ilusão)
• Lá por algum aborto da natureza as pessoas são simpáticas e sociáveis. Conversas desinteressadas e amenas brotam: Faz bem exercitar também minha capacidade de socialização!
• Depois que já me auto-impingi uma canseira durmo bem como uma jaca esparramada: Anti-insônia.
• E em longo prazo todos essas sensações viram efeito: Realmente fico mais rija e magra.
• Libera raiva contida, mesmo que inconscientemente: O que me lembra que eu quero voltar a fazer boxe!

Agora, 02:10 continuo ranzinza, mas num grau mais tênue e posso finalmente fazer (tentar ao menos) meu trabalho de cinesiologia. E tudo graças ao combo academia + música de fossa + ignorar qualquer criatividade e temática interessante e descrever simplesmente meu dia. Que foi realmente um Hiperdia, que não significa sistema de prevenção de diabetes (como eu deveria ter colocado na prova de hoje) e sim um dia daqueles (que foi o que eu coloquei na prova de hoje)!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Traça Feliz.


Como eu li nalgum lugar: um livro fechado é como um amigo ao qual não damos ouvidos.
Adoro ler. Tenho minhas épocas. Algumas vezes leio como uma maníaca compulsiva, às vezes leio devagar, mas sempre to lendo alguma coisa. Principalmente depois que saí da escola; agora que não tenho mais aulas de literatura, não tenho mais história nem nada nem minimamente humano tenho lido com ainda maior freqüência.
As pessoas falam que brasileiro não lê nada, nunca, e falam isso com um tom pejorativo, como se fosse por preguiça ou algo que o valha. Mas pelo amor de Deus! Um bom livro custa 40 pratas! E toda vez que um acaba vem a vontade de ler outro e de onde vai sair mais 40 pratas pro próximo livro? Demora em média uma semana pra acabar um livro, não posso dispor de 160 pilas por mês só pra livros. Mesmo em sebos, livros bons são uns 20 paus. Ainda não posso fazer isso, minha mesada não cobriria os gastos...Infelizmente.
Tenho muita sorte de sempre ter o que ler. E acho que faz muita diferença na minha vida.
Comecei a emprestar alguns livros pra algumas amigas na faculdade e quando uma delas falou que eu quem a fez começar a gostar de ler fiquei realmente feliz e achei injusto com o resto do mundo que não lê porque não pode ou porque ainda não achou o tipo de livro adequado!
Então é com muito orgulho que apresento a biblioteca: “Traça Feliz!” Já que é pra alguém devorarem meus livros, que ao menos sejam pessoas.
Juntei alguns livros que estavam juntando poeira no escoteiro com os meus, com algumas doações de amiguinhas e eis que brota uma biblioteca. Uma parca biblioteca, admito, mas ela há de crescer! Mais amiguinhas podem querer contribuir, a gente sempre se surpreende com a gentileza alheia.
Dei a luz à Traça feliz lá na sede do grupo escoteiro, em Pendotiba onde muitas criancinhas, pré-aborrecentes e adultos vão poder usufruir dos livros ao invés das traças do meu armário.
Não sei se os jovens vão querer pegar livros pra ler, mas ao menos eles estarão lá à disposição.
(Algum dia monto também uma pinacoteca, mas esse projeto ainda vai demorar um bom bocado.)